
Acho que foi a Regina Casé que disse que, no Brasil, todos deveriam adotar um vira-lata, pois somos um país de vira-latas, ou seja, mestiços de europeus, negros, africanos, japoneses, árabes, nada mais lógico, então, que o animal de estimação preferido do povo fosse um vira-lata, seja cachorro ou gato.
Lembrei-me dessa história faz poucos dias quando, por motivos de termos comprado nossa chácara, querermos um outro cão, para fazer companhia para a Petucha e para nos dar maior segurança. Passamos, então a pensar na índole do cão, precisava ser amigo, companheiro, brincalhão, boa-praça, gostasse de outros animais, afinal temos os nossos gatos Tom e Serena e fosse de porte grande.
Bem começamos a procurar, vimos várias raças lindas, lindos filhotes que quase nos pediam para serem levados para casa, mas os preços eram sempre absurdos, mesmo para o melhor amigo do homem.
Eis que de repente, não mais que de repente, surge um anúncio no jornal avisando de uma feira de doações de animais. Nada mais “nossa cara” do que uma feira desse tipo. Nossos gatos e a Petucha são 100% vira-latas, a ponto de sequer termos idéia de qual sua raça preponderante.
Bem, fomos lá e nos apaixonamos por um mestiço de Labrador, todo preto, vira-lata como todos os outros, que se aninhou em nosso colo e dele não mais saiu. Assim chegou o Tobias em nossa vida.
Fico pensando porque as pessoas querem tanto cachorros de raça, fazem questão de ter pedigree e outros quetais, mera bobagem, não há nada mais fiel, nada mais sincero que o amor de um cãozinho sem raça definida, nada mais apaixonante que saber que estamos dando um lar para um cachorrinho que iria para a rua, sofrer, provavelmente viver de restos e maus-tratos até morrer. Já havia feito isso com a Petucha e a Denise, com o Tom e a Serena, agora temos mais um serzinho maravilhoso, que é todo amor, bagunça e descobertas.
Ele tem nos ensinado a alegria de ser criança, de ser um tratorzinho de alegria, ele tem nos ensinado que devemos ajudar o mundo cada vez mais, o próximo cada vez mais, seja ele um animal irracional ou racional, sim, pois todos somos animais, todos comungamos da mesma mãe, a terra, todos temos a mesma nutricionista, a natureza, todos habitamos o mesmo céu e pisamos sobre o mesmo solo.
Sim, somos um país de vira-latas, saudáveis e batalhadores, somos um país de vira-latas que não se quebram nem mesmo diante da maior tempestade e não se trata de ufanismo do tipo “sou brasileiro e não desisto nunca”, mas sim de algo genético, algo inerente a todos os povos de lugares em que há mais dificuldades e que encontram motivos para sorrir. Vi muito disso na minha viagem ao Peru, vi muito disso em minhas andacás por esse país e não descanso feliz enquanto não puder saborear ainda mais.
Há uma amiga que me diz que ganho muitos pontos com São Francisco de Assis, talvez eu ganhe mesmo, há muito deixei de ser católico, de ter uma religião formal, mas sempre gostei desse santo que muito tem a ver comigo, no desprendimento e no que as pessoas afirmam ser loucura, mas nada mais é que a comunhão com a vida, com a natureza e reconhecer que só somos bons e completos quando fazemos o bem para o outro de maneira incondicional...
Obrigado Tobias por me lembrar disso!
Para Denise que faz da vida do Tobias uma imensa brincadeira
Give me the horizon
Lembrei-me dessa história faz poucos dias quando, por motivos de termos comprado nossa chácara, querermos um outro cão, para fazer companhia para a Petucha e para nos dar maior segurança. Passamos, então a pensar na índole do cão, precisava ser amigo, companheiro, brincalhão, boa-praça, gostasse de outros animais, afinal temos os nossos gatos Tom e Serena e fosse de porte grande.
Bem começamos a procurar, vimos várias raças lindas, lindos filhotes que quase nos pediam para serem levados para casa, mas os preços eram sempre absurdos, mesmo para o melhor amigo do homem.
Eis que de repente, não mais que de repente, surge um anúncio no jornal avisando de uma feira de doações de animais. Nada mais “nossa cara” do que uma feira desse tipo. Nossos gatos e a Petucha são 100% vira-latas, a ponto de sequer termos idéia de qual sua raça preponderante.
Bem, fomos lá e nos apaixonamos por um mestiço de Labrador, todo preto, vira-lata como todos os outros, que se aninhou em nosso colo e dele não mais saiu. Assim chegou o Tobias em nossa vida.
Fico pensando porque as pessoas querem tanto cachorros de raça, fazem questão de ter pedigree e outros quetais, mera bobagem, não há nada mais fiel, nada mais sincero que o amor de um cãozinho sem raça definida, nada mais apaixonante que saber que estamos dando um lar para um cachorrinho que iria para a rua, sofrer, provavelmente viver de restos e maus-tratos até morrer. Já havia feito isso com a Petucha e a Denise, com o Tom e a Serena, agora temos mais um serzinho maravilhoso, que é todo amor, bagunça e descobertas.
Ele tem nos ensinado a alegria de ser criança, de ser um tratorzinho de alegria, ele tem nos ensinado que devemos ajudar o mundo cada vez mais, o próximo cada vez mais, seja ele um animal irracional ou racional, sim, pois todos somos animais, todos comungamos da mesma mãe, a terra, todos temos a mesma nutricionista, a natureza, todos habitamos o mesmo céu e pisamos sobre o mesmo solo.
Sim, somos um país de vira-latas, saudáveis e batalhadores, somos um país de vira-latas que não se quebram nem mesmo diante da maior tempestade e não se trata de ufanismo do tipo “sou brasileiro e não desisto nunca”, mas sim de algo genético, algo inerente a todos os povos de lugares em que há mais dificuldades e que encontram motivos para sorrir. Vi muito disso na minha viagem ao Peru, vi muito disso em minhas andacás por esse país e não descanso feliz enquanto não puder saborear ainda mais.
Há uma amiga que me diz que ganho muitos pontos com São Francisco de Assis, talvez eu ganhe mesmo, há muito deixei de ser católico, de ter uma religião formal, mas sempre gostei desse santo que muito tem a ver comigo, no desprendimento e no que as pessoas afirmam ser loucura, mas nada mais é que a comunhão com a vida, com a natureza e reconhecer que só somos bons e completos quando fazemos o bem para o outro de maneira incondicional...
Obrigado Tobias por me lembrar disso!
Para Denise que faz da vida do Tobias uma imensa brincadeira
Give me the horizon





